Marcado: filosofia

Experiência dos 10k

Depoimento de Andressa Oriza

No dia 08 de março de 2016 eu completei mais um ano de vida.

Naquela semana, eu percebi que estava completando mais um ano de cigarro, mais um ano de vida noturna intensa, mais um ano de sedentarismo e mais um ano de descaso com a minha saúde.

Eu me sentia muito mal por ver minha auto destruição, de estar com quase 80kg e não ter forças para mudar. Nessa mesma semana, eu comecei a correr, o que me motivou a parar de fumar.

Depois de correr com tênis inapropriado, ter me lesionado sério, ter corrido os primeiros 5km sem ter preparo, me vi perdida e decidida a procurar a orientação de um profissional da Educação Física.

No Instagram, eu achei uma página chamada “Correndo pelo Subúrbio” e entrei em contato com o Thiago, dono da página. Falei para o Thiago que estava precisando de um “coach” de corrida pois me sentia muito perdida e ele me indicou o professor Cadu Perruci Faria.

Vi todo o material dele nas redes sociais e Youtube. Li sobre a corrida minimalista, a pisada leve, os tênis com pouco amortecimento, a consciência corporal, a importância dos pés e mais um monte de coisa que eu nunca tinha ouvido falar.

O que eu conhecia de corrida, era de páginas no Instagram, buscas no google, mas eu nunca tinha ouvido um profissional com experiência, o que é um grande erro para quem está começando.

Em janeiro de 2017 começamos o nosso programa de treinos baseado num teste que o Cadu fez comigo.

As primeiras semanas de treino com planilha foram confusas para mim porque eu não tinha me organizado e não tinha caído a ficha de que era pra valer. O Cadu me ajudou muito com sua calma (muita calma e paciência… rsrs), profissionalismo e acreditando em mim.

No dia 12 de março de 2017 foi o grande dia! O grande dia que a Andressa de 2016 nem sonhava em fazer…

Eu fui com a voz do Cadu na minha mente:

“- Esses 10k são seus e de mais ninguém, eu sei que você é capaz e você também sabe”.

Vi muitas pessoas despreparadas psicologicamente e fisicamente, isso me fez lembrar as minhas primeiras corridas de 5k quando eu não tinha o acompanhamento de um profissional.

Eu estava treinada, focada e agarrei os meus 10k fazendo-os em 1h10.

Hoje eu digo com toda a propriedade que é possível abandonar os velhos hábitos e se reinventar! Faça isso por você, troque o vício ruim pelo vício bom que é cuidar de você mesmo.

É lindo, é revigorante e é só seu.
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Internalização do gesto técnico

Um tema que sempre me fascinou enquanto estava na universidade era a biomecânica do movimento humano, ou seja, a física aplicada ao movimento. Alavancas, pontos de apoio e de aplicação da força. Mudanças sutis que contribuem para melhora da eficiência do gesto motor.

Enquanto corredor, sempre me interessei em como tornar a corrida mais eficiente e por um bom tempo, acreditei que tênis melhores teriam uma participação significativa nisso.

Algumas lesões crônicas, me fizeram repensar o conceito e quando tive acesso a forma minimalista de correr, entendi que o equívoco estava não só no tênis que usava, mas também na minha técnica.

Decidi mudar, adquiri um novo par com um drop mais baixo, menos controle e estabilidade. Reduzi a distância, aumentei o pace e passei a relizar uma corrida mais consciente, adotando uma postura mais verticalizada e relaxada, usando o terço anterior do pé como ponto de contato durante a aterrisagem.

Durante 06 sessões de treino, corri apenas 6km procurando manter um pace de 5:15 sempre mantendo um estado de consciência técnica. Na quarta corrida de 6km, consegui obter meu melhor tempo total e na quinta o melhor pace em 1km, baixando dos 5 minutos.

A experiência já é conhecida, uma vez internalizado ou assimilado, o gesto passa a ser automatizado, acontece ‘sem pensar’… Ainda estou longe disso, mais para que servem os treinos, se não, tornar-nos melhores.

Convido você a fazer o mesmo, a se exercitar de forma consciente.

Bons treinos e divirta-se!

Soul running

O soul running ou corrida com a alma, tem como premissa o gosto de correr por correr, buscando a forma mais natural dos movimentos.

Nessa filosofia de treinamento, não existem ‘guerreiros’, ‘batalhas’, ‘viciados’ e outros substantivos e/ou adjetivos que exaltam uma exacerbada falta de controle emocional para superar os ‘obstáculos’ que surgem a nossa frente a qualquer custo. No soul running tudo tem uma lógica, uma razão.

Um soul runner é uma pessoa comum, como eu e você, que utiliza a orientação profissional, o planejamento e a organização do treinamento para atingir seus objetivos, independente de quais sejam eles, observando os sinais do seu corpo a cada sessão de treino, respeitando-o.

O soul running exalta os treinos em lugares onde a natureza seja predominante, em horários nos quais o clima seja menos agressivo e dá grande atenção ao gesto, a técnica da corrida, a postura do corredor, a musculatura intrínseca e extrínseca do pé – tornado-o mais flexível e forte, e a variação de terreno.

Para um soul runner correr não pode ser sacrificante, deve ser divertido mesmo quando for intenso. Quando atinge um objetivo, ele sabe o tanto de dedicação foi dada e que tal fato fechou o ciclo de mais uma etapa da sua vida na corrida.

Participar de uma prova ou evento, é uma decisão sua, com um propósito só seu e está dentro do planejamento e da organização do treinamento. Treinamento esse que segue a risca, mesmo que tenha que reduzir a distância ou pace para corrigir eventuais desvios posturais ou técnicos.

No soul unning o seu bem-estar está sempre em primeiro lugar.

Bons treinos e divirta-se!

Corrida de Rua

Excelente matéria realizada pela jornalista Juliana Carpanez para o TAB UOL.

Com depoimentos de praticantes e especialistas, a jornalista aborda o tema ‘corrida de rua’ dando ênfase ao crescimento do número de praticantes e suas razões para calçarem o tênis, a roupa, utilizar equipamento e acessórios.

Detalhe para o teste ‘Que tipo de corredor você é?’

Vale a pena a leitura.

Lembre-se, tenha sempre a orientação de um profissional de Educação Física.

Bons treinos e divirta-se!