Categoria: treinamento esportivo

Dicas de corrida – 01

Nunca antes houve uma popularidade tão grande quanto agora.

Correr está em pauta e os organizadores de provas aproveitam lançando circuitos que contém provas nas mais diversas distâncias e formatos, atendendo iniciantes, corredores amadores e de ponta.

Mas, ao mesmo tempo que estimula a prática de exercício pela população em geral, um grande problema começa a surgir: as pessoas estão se exercitando sem a devida orientação profissional e pior, seguem dicas de praticantes, leigos e outros profissionais que não são formados em Educação Física.

Desse modo, resolvi abordar o tema, dando dicas que desmitificam alguns conceitos tidos como padrão e auxiliam os corredores a aprimorar sua técnica e atingir uma melhor performance.

Então vamos lá, correr é muito fácil, você nem precisa de tênis para correr… De nada adianta fazer parte de um grupo bacana e adquirir sua camisa, se inscrever em todas as corridas possíveis e sair correndo todos os dias. Você está colocando sua saúde em risco e se sujeitando a lesões.

Ok, qual é a primeira dica?

DICA 01 – Procure a orientação de um profissional de Educação Física especializado em treinamento esportivo e/ou em corrida, devidamente registrado no sistema CONFEF/CREFs.

É ele quem poderá auxiliá-lo a dar os primeiros passos no mundo da corrida ou a seguir treinando, sempre respeitando o principal princípio do treinamento esportivo: o da individualidade biológica, que numa maneira simples quer dizer que o programa de treinos deve estar adequado ao indivíduo e ao seu condicionamento físico, otimizado e personalizado.

Por enquanto ficamos por aqui… no mais, bons treinos e divirta-se, mas, como já disse, sempre com a orientaçnao de um profissional de educação física.

Até.

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Descansa e deixa doer

A matéria não é de hoje, nem o seu tema.

Há muito se discute como amenizar ou acelerar o processo de recuperação do esforço físico.

O site da revista Go Outside publicou no dia 24/05/2012 uma reportagem feita por Alex Hutchinson que aborda o desuso das diversas metodologias e técnicas de recuperação do exercício, em prol da recuperação através do repouso e do descanso.

O que você precisa é que seu corpo aprenda a se recuperar sozinho

Steve Magness, treinador no Oregon Project, NIKE

Foi essa a resposta que a corredora norte-americana Jackie Areson, teve de seu treinador Steve Magness, ao entrar para o seleto grupo da Nike, em 2011.

“Toda vez que eu mencionava métodos de recuperação que costumava seguir no passado, ele dizia: ‘- Não faça mais isso!’” – contou Jackie, que na época da reportagem estava competindo pelos Estados Unidos por uma vaga olímpica nos 5 mil metros.

Essa metodologia vai contra os hábitos da maioria dos atletas amadores, que adoram pílulas, gelo e massagens e são obcecados em acabar, de modo mais rápido possível, com a dor, com a fadiga e a inflamação decorrentes dos treinos mais severos.

Mas o estresse positivo decorrente do esforço do exercício físico é bom e necessário para produzir os processos adaptativos do organismo levando-o a um novo patamar de performance.

Em 2006, pesquisadores da Universidade de Chukyo, no Japão, publicaram um estudo no qual verificaram que voluntários que fizeram imersão em gelo após os treinos ganharam menos força do que aqueles que não utilizaram esse método de recuperação, o que acabou por levantar a hipótese de que o uso dessa técnica pudesse ter um efeito contrário ao desejado.

O debate foi além, questionando se outros métodos e técnicas pós-treino seriam mais prejudiciais que benéficos.

A inflamação é parte crucial do processo natural de recuperação.

O estresse resultante do exercício físico, o dano aos tecidos e a inflamação que surge após são causados, em parte, pelos glóbulos brancos que correm para a região afetada afim de ajudar no processo de recuperação.

Você precisa que os danos e as inflamações do corpo se recuperem sozinhos

Jonathan Leeder, Instituto Inglês do Esporte

Ao mesmo tempo que antinflamatórios ou os banhos de gelo reduzem a fadiga e o inchaço a curto prazo, seu uso indiscriminado pode inibir a capacidade natural de adaptação do seu corpo a longo prazo. É o que defende Jonathan Leeder, fisiologista no Instituto Inglês do Esporte.

A conclusão final não deve ser a de que todo método de recuperação é ruim.

Deve-se permitir que os processos de recuperação do corpo tomem seu curso natural, sem acelerá-los tanto de forma a comprometer sua eficiência.

Isso significa aprender quais são os protocolos mais úteis, e quando cada um deles é mais eficiente.

Claro que, durante treinos mais pesados, há momentos em que precisamos de uma ajuda.

Mas, quantas vezes você treina por semana?

Se você corre três vezes por semana, não precisa se preocupar tanto com a sua recuperação.

Ficou cansado e dolorido? Descansa e deixar doer.

Bons treinos e divirta-se, sempre!