Categoria: dicas

Percepção Subjetiva de Esforço

A Percepção Subjetiva de Esforço – PSE, tem como objetivo medir a intensidade do esforço realizado no exercício atribuindo valores quantitativos baseados no ritmo e na profundidade da Frequência Ventilatória – FV ou “Frequência Respiratória”, bem como na Capacidade de Verbalizar – CV durante o estímulo ou logo após o mesmo.

Essa metodologia fornece um resultado muito aproximado do real e é mais fidedigna do que a utilização da Frequência Cardíaca – FC e do pace, principalmente em praticantes de modalidades outdoor, como o trailrunning e a corrida de montanha.

Para atribuir um valor da PSE em um determinado estímulo, antes é preciso conhecer e entender o impacto de cada nível de intensidade sobre seu organismo e os efeitos sobre a FV e a CV.

Sua FV está relacionada com a quantidade de Dióxido de Carbono – CO2 na sua corrente sanguínea. Numa situação de repouso, sua frequência de ventilação involuntária é mais controlada pelo CO2 que seu organismo quer expelir do que sobre o Oxigênio – O2 para sua sobrevivência.

A partir do momento que a demanda energética aumenta e seus músculos começam a utilizar a energia armazenada, o nível de CO2 sanguíneo aumenta e com isso, a FV e a FC também aumentam de modo a permitir um maior volume de sangue venoso passando pelos pulmões a cada minuto.

Como o exercício aumenta a demanda tanto de O2 quanto de CO2, intuitivamente, é possível afirmar que o incremento da intensidade do estímulo leva a uma ventilação mais rápida e profunda, o que acaba por dificultar a capacidade de verbalizar tanto durante, quanto imediatamente após o estímulo.

E é essa capacidade de verbalizar que irá fornecer os parâmetros de classificação de intensidade a saber:

1 – Numa sessão regenerativa é possível conversar facilmente (4/5).

Já numa sessão de endurance ainda se consegue conversar confortavelmente, mas com uma pausa vez ou outra (5/6).

Em Steady State é possível dizer duas ou três frases antes de fazer uma pausa (7).

Quando um atleta se aproxima do seu Limiar de Lactato, só será possível uma frase de até sete palavras (8/9).

Finalmente, em Velocidade de VO2 máximo – VVO2, uma breve palavra (quatro letras) e alguns grunhidos serão ouvidos (10).

Para ajudá-lo, apresentamos uma transcrição da tabela proposta no livro “Training Essentials for Ultrarunning” de Jason Koop, treinador-chefe do CTS  e uma das nossas referências acadêmicas.

Bons treinos e divirta-se, mas sempre com a orientação de um professor de Educação Física.

Até!

Percepção Subjetiva de Esforço

 

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Um programa para cada um

Costumamos seguir o exemplo.

Não existe nenhum mal nisso, quando o tal exemplo é positivo e nos torna melhores indivíduos.

Infelizmente, quando se trata de exercício físico, tende-se a imitar o exemplo, sem se saber o porque.

Um dos princípios mais fundamentais do treinamento esportivo é o da individualidade biológica.

Ou seja, cada um é um e o programa de treino deve ser personalizado, adequado para a condição física, neuromuscular, mecânica, biológica, mental, emocional e social para esse um.

Mesmo que você tenha os mesmos objetivos, você é um outro um.

Então preste atenção: ao invés de ficar copiando os exercícios e programas de treinamento dos outros, procure orientação de um professor de educação física especializado na atividade que você pretende praticar e siga o plano.

Você irá reduzir drasticamente as possibilidades e riscos de lesão e ainda atingirá seus objetivos de modo mais eficiente e seguro.

Bons treinos e divirta-se. Até!

Dica de Corrida – 03

Muitas vezes vejo algumas fotos, leio ou ouço durante um bate-papo entre entusiastas da corrida, comentários sobre alguma novidade tecnológica que vai fazer com que a sua performance seja melhor.

Existe uma falsa impressão de que uma determinada peça de roupa, um determinado modelo de tênis, um smartwatch que monitora a FC, tem GPS e abre garrafa, fará com que você corra mais rápido.

Nem mesmo, vestir uma fantasia de super-herói fará isso.

Sinto muito, mas a única coisa que irá precisar para ser mais rápido e melhor você já tem… Seu próprio corpo.

E para torná-lo mais rápido vou te contar um segredo: treine!

Haile Gebrselassie, um dos maiores atletas da sua época, bicampeão olímpico e tetra campeão mundial dos 10.000m, além de estabelecer por duas vezes a melhor marca na Maratona de Berlim esteve, recentemente, no Brasil e concedeu uma entrevista para a revista Runner’s World Brasil e revelou que chegou a treinar 220km semanais com 02 sessões de treino por dia.

Bernardinho, treinador da seleção de vôlei brasileira e multicampeão, cita, nas suas palestras, que são necessárias 10.000 horas de treinamento para formar um atleta de alto-nível, programado e orientado por uma equipe multi-disciplinar que isso tem um custo bastante elevado.

Mas e com você? Para chegar próximo, basta obter a orientação de um professor de educação física especializado e solicitar um programa de treinamento que esteja em sintonia com a sua aptidão física atual e com os objetivos esportivos que almeja.

A partir daí é seguir o programa com disciplina e foco.

Até!

 

Faça a escolha certa

Existem tênis de corrida para todos os gostos, tipos de piso e de passada.

A escolha do seu tênis deve ser feita com uma análise criteriosa e os pontos a serem levados em conta estão bem distantes do que é preconizado pelos fabricantes em geral.

O American College of Sports Medicine publicou em 2014 um guia do tênis (em inglês) que evidencia alguns padrões e características, positivas e negativas, que ajudam você a escolher seu par ideal.

Segundo o ACSM, um bom tênis de corrida precisa:

  • Ser neutro, ou seja, sabe aquela história de tênis específicos para pisada pronada ou supinada, esqueça… Os componentes que controlam o pé interferem no seu movimento natural durante o suporte de carga;
  • Ter um perfil baixo (abaixo de 6mm com preferência para o drop zero), deixando a diferença da altura entre o calcanhar e o seu antepé igual ou mais próxima, o que acaba por permitir que 0 pé inteiro suporte seu peso corporal durante a fase terrestre do ciclo da passada;
  • Ser leve como uma pluma. Para um homem que calça 41 o peso ideal do seu tênis seria de 285g, enquanto para um modelo feminino tamanho 39 deveria ser 230g;
  • Ter a frente com espaço para os dedos e o antepé que permita que se movimentem livremente e com uma folga de aproximadamente 1,25cm entre seu dedo mais longo e ‘bico’ do tênis.

Mas o que tornaria um tênis ruim? Supreenda-se:

  • Muito amortecimento na sola pode levar a adoção de um padrão de passada que leve a uma aterrisagem com muito menos ação das estruturas do seu corpo na absorção do impacto;
  • Excesso de controle e estabilidade não deixam o pé realizar os movimentos livremente e;
  • Uso de palmilhas e/ou um suporte extra para o arco plantar.

Se você leu a postagem até aqui, deve estar se questionando:

“- Putz, e agora?! Vou ter que trocar meu tênis!”

Calma, pera aí!

A troca repentina pode aumentar o risco de lesão e aderir a proposta do ACSM requer paciência, persistência e uma transição suave.

O melhor a fazer é liberar o seu pé, andar descalço e realizar exercícios que o torne mais flexível e forte, e só depois comece a utilizar um modelo segundo as recomendações do ACSM em sessões breves ou em treinos técnicos (educativos) sempre com a orientação de um professor de educação física que entenda do assunto.

Agora que você já sabe como escolher seu tênis de corrida, sugiro visitar o site especializado Run Repeat.

No mais, bons treinos e divirta-se!

Até.

*ATENÇÃO: não existe um “tênis correto” que sirva para todos e que evite lesões.

**Eu utilizo modelos minimalistas com pouco ou nenhum amortecimento durante meus treinos. Pelo menos uma vez a cada quinze dias, corro descalço para ajustar a minha pisada e melhorar a minha postura.

 

Dicas de corrida – 02

Opa, estou aqui novamente para dar mais uma dica para quem deseja levar a corrida mais a sério.

Lembra do que escrevi na primeira dica?

Obtenha a orientação de um profissional de Educação Física, pois é ele quem irá auxiliá-lo programando e orientando seu treino.

Mas se você não seguir a planilha, de que adianta?!

DICA 02Siga o programa de treinamento elaborado pelo seu ‘coach’ de acordo com o seu nível de condicionamento físico atual, suas limitações, demandas e necessidades, as provas das quais deseja participar e sempre forneça o feedback ao seu treinador.

Só assim, ele poderá fazer os ajustes necessários, personalizando ainda mais o seu treino.

No mais, bons treinos e divirta-se, mas sempre com orientação de um profissional de educação física e qualque dúvida, estarei por aqui.

Até.

Dicas de corrida – 01

Nunca antes houve uma popularidade tão grande quanto agora.

Correr está em pauta e os organizadores de provas aproveitam lançando circuitos que contém provas nas mais diversas distâncias e formatos, atendendo iniciantes, corredores amadores e de ponta.

Mas, ao mesmo tempo que estimula a prática de exercício pela população em geral, um grande problema começa a surgir: as pessoas estão se exercitando sem a devida orientação profissional e pior, seguem dicas de praticantes, leigos e outros profissionais que não são formados em Educação Física.

Desse modo, resolvi abordar o tema, dando dicas que desmitificam alguns conceitos tidos como padrão e auxiliam os corredores a aprimorar sua técnica e atingir uma melhor performance.

Então vamos lá, correr é muito fácil, você nem precisa de tênis para correr… De nada adianta fazer parte de um grupo bacana e adquirir sua camisa, se inscrever em todas as corridas possíveis e sair correndo todos os dias. Você está colocando sua saúde em risco e se sujeitando a lesões.

Ok, qual é a primeira dica?

DICA 01 – Procure a orientação de um profissional de Educação Física especializado em treinamento esportivo e/ou em corrida, devidamente registrado no sistema CONFEF/CREFs.

É ele quem poderá auxiliá-lo a dar os primeiros passos no mundo da corrida ou a seguir treinando, sempre respeitando o principal princípio do treinamento esportivo: o da individualidade biológica, que numa maneira simples quer dizer que o programa de treinos deve estar adequado ao indivíduo e ao seu condicionamento físico, otimizado e personalizado.

Por enquanto ficamos por aqui… no mais, bons treinos e divirta-se, mas, como já disse, sempre com a orientaçnao de um profissional de educação física.

Até.

Testamos o Polar M400

Durante os últimos dois meses testamos o Polar M400, um Monitor de Freqüência Cardíaca – MFC com GPS que permite atualização do seu firmware via porta USB.

A Polar Electro é a maior referência em MFC e foi uma das últimas a entrar no mercado de training smartwatches, liderado pela Garmin.

Na caixa

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Ao receber o Polar M400 do nosso parceiro, a Marbravo Esporte, abrimos a caixa e encontramos o MFC GPS M400, um transmissor H7 com tecnologia Bluethooth Smart, um cabo USB e um manual para início rápido.

Toda a personalização do Polar M400 é feita através do ambiente Polar Web Flow após criar seu perfil, como acontece com os demais fabricantes.

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Além do perfil, é possível programar os treinos propostos pelo seu treinador nas planilhas de treino, seja pela modalidade, seja pela FC, seja pelo pace e distâncias, dando um fim as colas escritas na mão ou no ante-braço.

Uma vez programado o treino, é possível salvá-lo como favorito e chamá-lo no Polar M400 toda a vez que tiver que realizá-lo.

Características

Com uma capacidade de memória de 30 treinos com GPS e FC e série de funções já conhecidas nos MFCs Polar, com limite de Fc programáveis, FC máxima baseada na idade ou no Polar Fitness Test, cálculo de gasto calórico, zonas de FC e de Velocidade, o M400 ainda agrega funções de GPS através do A-GPS, orientando de volta ao início pelo percurso mais rápido, estima o tempo final, determina o running index baseado nos dados de FC e de velocidade medidos durante a corrida, fornecendo informações diárias acerca do seu nível de desempenho.

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Permite, ainda, a exportação dos dados do seu treino para que possa carregá-los em Apps como o Strava, ou enviá-los diretamente para ser analisado pelo seu treinador.

Com certeza o Polar M400 é um excelente acessório para auxiliá-lo em seus treinos.

Bons treinos e divirta-se, sempre!

 

A maratona

Reza a lenda que, no ano de 490 AC, quando os soldados atenienses partiram para a planície de Marathónas para combater os persas na Primeira Guerra Médica, suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado porque os inimigos haviam jurado que, depois da batalha, marchariam sobre Atenas, violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos.

Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para, se não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas, matarem seus filhos e, em seguida, suicidarem-se.

Os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que haviam pensado, de modo que temeram que elas executassem o plano. Para evitar isso, o general grego Milcíades ordenou a seu melhor corredor, o soldado e atleta Feidípedes, que corresse até Atenas, situada a cerca de 40 km dali, para levar a notícia. Feidípedes correu essa distância tão rapidamente quanto pode e, ao chegar, conseguiu dizer apenas “vencemos”, e caiu morto pelo esforço.

No entanto, Heródoto conta – no que é considerada por historiadores modernos como apenas uma versão romanceada – que, na realidade, Feidípedes foi enviado antes da batalha a Esparta e outras cidades gregas para pedir ajuda, e que tivera de correr duzentos e quarenta quilômetros em dois dias, voltando à batalha com os reforços necessários para vencer os persas. Só depois disso, teria corrido até Atenas para anunciar a vitória e então morrer pelo esforço.

Quando os Jogos Olímpicos da Era Moderna tiveram início em 1896, seus criadores e organizadores procuravam por algum grande evento popular que relembrasse a antiga glória da Grécia.

A idéia de organizar uma maratona veio de Michel Bréal, um amigo do barão Pierre de Coubertin, que queria que tal prova fizesse parte do evento inaugural, no que foi apoiado por Coubertin e pelos gregos.

As primeiras maratonas disputadas não tinham uma distância exata fixa, mas nos primeiros Jogos Olímpicos ela tinha cerca de 40 km de distância, aproximadamente a distância entre Maratona e Atenas pela rota mais plana. Em outros lugares, ela diferia para mais ou menos dependendo da rota traçada na região.

Em 1907, os organizadores do Comitê Olímpico Internacional decidiram que nos Jogos seguintes, Londres 1908, ela deveria ter a extensão de 25 milhas ou 40 km.

Chegada da Maratona de Londres 1908. Fonte: https://corriamotutti2010blog.wordpress.com

Com a largada marcada para ser em frente ao Castelo de Windsor e a linha de chegada em frente ao camarote real no Estádio Olímpico de White City, depois de uma volta inteira na pista de atletismo, o percurso inteiro mediu exatos 42,195 km.

Disputada pela primeira vez nesta distância em Londres, acabou sendo assim oficializada em maio de 1921, pela Federação Internacional de Atletismo.

A maratona do Rio

A maratona do Rio terá a sua largada as 7:30h na Praça do Pontal do Tim Maia, situada no Recreio e sua chegada no Aterro do Flamengo. Seu maior problema é o horário de chegada para os atletas amadores e corredores que possuem um pace acima dos 4:30/km. Mesmo acontecendo no inverno, um dia de tempo aberto e Sol a pino, a temperatura fica elevada e o asfalto do Aterro do Flamengo, torna a chegada ainda mais dura.

A primeira metade inteira da prova num percurso plano.

Somente por volta do km 22 você encara a primeira subida que, segundo o relatório de medição da CBAt, é “sensível e passa um pouco dos 7 metros”, sendo bem tranquila.

Porém, a subida da Niemeyer, que inicia por volta do km 26 e dura até o km 28, possui cerca de 20 metros de variação (em torno de 10% de inclinação média) e apesar de não ser tão grande, você já correu mais do que uma meia até aqui.

Após o quilômetro 28 é descenso até o 30 e plano até o fim.

Além de um bom programa de treinamento, é necessário preparar um plano de hidratação e de reposição de eletrolítica e de carbo-hidratos.

Evite as mochilas de hidratação e não carregue peso extra à toa, uma vez que a organização fornece pontos de hidratação com água e isotônico durante a prova. Utilize filtro solar, roupas leves e proteja os pontos do seu corpo de maior atrito com os tecidos da sua roupa e com o tênis. Sugiro utilizar hipoglós ou similares.

Defina uma tática de corrida, sabendo quando atacar e quando poupar energia.

Uma delas é dividir a prova em quatro partes:

Os primeiros 10k – a largada deve ser sem afobação, deixe os apressados passarem por você e siga em um ritmo 20% acima do seu pace habitual, aqueça na prova e gradativamente, a cada quilometro, vá aumentando a velocidade até atingir 10% acima do seu pace de prova.

Os segundos 10k – hora de segurar a onda e se manter constante, entenda que o tempo da meia-maratona servirá de parâmetro para o seu tempo final na prova. Segundo artigo da Running Competitor, existe um acréscimo médio de 10 a 12 minutos no tempo da primeira metade da maratona em relação a segunda metade.

Média de tempo na Maratona de Boston – Homens. Fonte: http://cdn.running.competitor.com

Média de tempo na Maratona de Boston – Mulheres. Fonte: http://cdn.running.competitor.com

Os 30k – o mito do muro. Sim ele existe e pode acabar com qualquer um, tanto atletas de alto-rendimento quanto aspirantes a primeira maratona. Tudo é uma questão de momento, do plano de hidratação e de reposição de eletréolitos e da tática de corrida adotada.

O emocional entre em cena, o corpo já dá sinais de cansaço e atenção deve estar em manter a amplitude da passada, alternando entre mais curtas, freqüentes e confortáveis, com mais longas, procurando manter um pace com cerca de até 30 segundos a mais do que seu ritmo nos primeiros 21k.

A linha de chegada – Perto do fim, não é o momento de empolgação, mantenha-se firme, sustentando seu ritmo de prova. Chegar agora é uma questão de equilíbrio emocional com a capacidade de lidar com o estresse da distância já percorrida.

Chegada da maratona do Rio. Fonte: http://www.correfacil.com.br

Pronto! Você chegou lá, parabéns! No final, o que importa é se divertir, sempre!

Canelite

A Síndrome do Estresse Tibial Medial – SETM, vulgarmente conhecida como ‘canelite’, é uma lesão típica por overuse, que acomete cerca de 14% dos corredores.

Consiste de uma inflamação da tíbia, dos tendões e/ou músculos que se encontram adjacentes a esse osso, podendo evoluir para uma fratura por estresse.

Existem evidências que seu surgimento é em virtude de um suposto atrito ou sobrecarga na borda posteromedial da tíbia que gera uma periostite – inflamação da membrana inervada e vascularizada que recobre o osso, desencadeando a inflamação.

A ‘canelite’ é uma lesão difícil de tratar mesmo, o ideal seria investigar quais fatores favorecem o surgimento da lesão.

Na corrida, essa lesão é associada ao impacto repetitivo, que causa microtraumas nessa região da perna. Alguns outros fatores são considerados promotores para o seu desenvolvimento:

  • Pronação exacerbada dos pés
  • Arco plantar muito rígido ou muito flexível
  • Corrida em pisos muito rígidos
  • Uso de calçados inadequados
  • Passadas muito longas
  • Treinamento sem orientação

As manifestações clínicas envolvem dor e inchaço no terço inferior da perna, sendo que a primeira aumenta no início do exercício físico, havendo, após o aquecimento, considerável redução e, após findado o mesmo, esta exacerba-se.

Para prevenir seu surgimento, cuidados devem ser tomados tanto em relação ao aumento do volume e intensidade dos treinos, quanto ao fortalecimento e alongamento da musculatura da perna e da musculatura intrínseca e extrínseca do pé, principalmente o solear, que juntamente com as duas cabeças do, forma o tríceps sural, que sustenta o corpo e movimenta o pé, realizando a flexão plantar.

Quanto a escolha do tênis e calçados esportivos, dê preferência aqueles menos estruturados e mais flexíveis que permitam uma maior liberdade e movimentação dos pés.

Exercícios sugeridos:

  • Descalço, permaneça na posição agachada apoiando-se em toda a planta dos pés por 20 a 30 segundos.
  • Pular corda ou realizar pequenos saltos no lugar, tocando o solo com o terço anterior dos pésdurante 30 segundos a 01 minuto.
  • Trote leve descalço em superfície macia entre 05 e 15 minutos, tocando o solo com o terço anterior dos pés.

Querendo saber mais a respeito, entre em contato.

Bons treinos e divirta-se!

Treinando com temperaturas elevadas

A escolha do período do dia no qual você irá realizar seu treino é fundamental para sua performance. Existem indivíduos que se sentem mais à vontade exercitando-se pela manhã, outros à noite.

Com as altas temperaturas, o melhor é fugir dos períodos mais quentes e que hajam maior incidência de raios UV.

Nos climas mais secos, opte por realizar seus treinos próximo a faixa litorânea ou em uma área muito arborizada. Esses espaços acabam por manter o ar mais úmido e a temperatura mais amena, favorecendo o seu rendimento durante os treinos.

Nem sempre nossos horários disponíveis para prática de atividade física são compatíveis com os períodos mais favoráveis, nesse caso, opte por um treino indoor.

Em todo caso, hidrate-se antes, durante e após a atividade.

Bons treinos e divirta-se!