Categoria: bem-estar

Doping por vaidade

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Para quem não sabe a Eritropoietina ou EPO, também conhecida por hemopoetina é produzida por fibroblastos intersticiais nos rins e em células perisinusoidais no fígado, predominando a produção renal durante a idade adulta.

A EPO é responsável por controlar a produção de glóbulos vermelhos, garantindo o transporte de oxigênio para as células do corpo.

A baixa da pressão parcial em oxigênio (como em ambientes de alta altitude), a diminuição do número de glóbulos vermelhos causada por uma hemorragia ou por uma destruição excessiva, e/ou o aumento da necessidade de oxigênio pelos tecidos levam a um aumento da secreção de EPO.

O contrário como, a aumento da pressão parcial de oxigênio, dos glóbulos vermelhos e/ou o excesso de oxigênio nos tecidos diminui a sua secreção.

No campo esportivo, principalmente entre atletas de endurance, até hoje utiliza-se o método de treinamento em altitude ou simulando altitude com o objetivo de aumentar a secreção de EPO, permitindo uma maior produção de glóbulos vermelhos e com isso, melhor transporte de oxigênio para as células musculares.

Tudo se tratando de adaptações do organismo ao ambiente em si e sem auxílio algum de recurso exógeno.

Algo muito parecido acontece quando atletas se utilizam de um método manipulação do sangue para obter o mesmo resultado, administrando ou reintroduzindo sangue ou qualquer dos subprodutos dos glóbulos vermelhos nos seu sistema circulatório.

Esse método ficou conhecido como Doping Sanguíneo e consta na lista de substância e métodos proibidos pela WADA – Agência Mundial Anti-Doping, cujo primeiro relato científico ocorreu em 1947.

A finalidade seria aumentar a potência aeróbia máxima e o rendimento submáximo durante o exercício por conta da maior capacidade de transporte de oxigênio em virtude do aumento artificial de glóbulos vermelhos, pois existe uma relação direta entre a quantidade total de hemoglobina e o consumo máximo de oxigênio.

Para cada 275 ml de concentrado de hemácias é possível aumentar a capacidade de transporte de oxigênio em 100 ml, gerando um potencial extra de meio litro de oxigênio por minuto. O que poderia melhorar a performance entre 15% a 30% em provas de endurance.

Mas tal método coloca em risco a vida, pois aumenta a viscosidade sanguínea, podendo reduzir o trabalho cardíaco, a velocidade do fluxo de sangue e a concentração de oxigênio periférico, com uma menor capacidade aeróbia, além de aumentar o risco de trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar.

De modo exógeno e com intuito de obter resultados parecidos, a EPO passou a ser utilizada por atletas, substituindo o doping sanguíneo, por evitar o risco de infecção e o inconveniente do armazenamento do sangue.

Mas como o método sanguíneo já citado, os riscos são similares e também faz parte da lista de substâncias e métodos proibidos pela WADA.

Infelizmente, a popularização da prática de esportes de endurance associada a necessidade cada vez maior de exposição nas redes sociais leva vários atletas amadores a utilizar a EPO como atalho para superar seus pares.

Recentemente, a jornalista Carol Barcellos da TV Globo realizou uma excelente matéria (assista o video) sobre o uso dessa substância por atletas amadores.

Isso vai ao encontro do imediatismo pelo resultado sem a dedicação e o esforço necessário para conquistar o aprimoramento da performance desejado.

Mas isso não tem nada de novo, com o “bum” do fitness e do culto ao corpo lá pela década de 80, o uso de substâncias e métodos proibidos no mundo esportivo passou a ser muito comum entre praticantes de atividades físicas, principalmente nos salões de musculação.

A meta era: ficar grande, forte e magro com o mínimo de esforço no menor tempo possível para ostentar um físico privilegiado sem pensar nas consequências e riscos.

Por trás da maioria dos casos, uma grande frustração e necessidade de afirmação da sua identidade extremamente custosa para saúde, gerando grandes transtornos sociais e emocionais, além de trazer graves danos físicos e risco de morte.

Antes de entrar nessa, faça uma pergunta a si mesmo:

“Será que o que estou prestes a fazer irá trazer mais benefícios a minha saúde e ao meu estilo de vida ou vale à pena investir nessa colocando minha saúde em risco?”

Ficou na dúvida e quer minha opinião? A resposta deve ser NÃO.

Busque sempre a orientação de um professor de educação física especializado, visite seu médico regularmente, mantenha seu check-up em dia e cuide da sua alimentação com um nutricionista.

Bons treinos e divirta-se!

Referências bibliográficas:

  1. _______. Manipulation of Blood and Blood Components, Substances & Methods Prohibited At All Times – WADA. Disponível em <https://www.wada-ama.org/en/content/what-is-prohibited/prohibited-at-all-times/manipulation-of-blood-and-blood-components&gt;. Acessado em: 30/06/2018.
  2. _______. Peptide Hormones, Growth Factors, Related Substances and Mimetics, Substances & Methods Prohibited At All Times – WADA. Disponível em <https://www.wada-ama.org/en/content/what-is-prohibited/prohibited-at-all-times/peptide-hormones-growth-factors-related-substances-and-mimetics&gt;. Acessado em: 30/06/2018.
  3. Pardos, C. L. Gallego, V. P. Rio Mayor, M. J. & Martin, A. V. Doping Sanguíneo e Eritropoetina. Revista Brasileira de Medicina do Esporte – Vol. 5, Nº 1. Jan/Fev, 1999.

 

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Um programa para cada um

Costumamos seguir o exemplo.

Não existe nenhum mal nisso, quando o tal exemplo é positivo e nos torna melhores indivíduos.

Infelizmente, quando se trata de exercício físico, tende-se a imitar o exemplo, sem se saber o porque.

Um dos princípios mais fundamentais do treinamento esportivo é o da individualidade biológica.

Ou seja, cada um é um e o programa de treino deve ser personalizado, adequado para a condição física, neuromuscular, mecânica, biológica, mental, emocional e social para esse um.

Mesmo que você tenha os mesmos objetivos, você é um outro um.

Então preste atenção: ao invés de ficar copiando os exercícios e programas de treinamento dos outros, procure orientação de um professor de educação física especializado na atividade que você pretende praticar e siga o plano.

Você irá reduzir drasticamente as possibilidades e riscos de lesão e ainda atingirá seus objetivos de modo mais eficiente e seguro.

Bons treinos e divirta-se. Até!

Experiência dos 10k

Depoimento de Andressa Oriza

No dia 08 de março de 2016 eu completei mais um ano de vida.

Naquela semana, eu percebi que estava completando mais um ano de cigarro, mais um ano de vida noturna intensa, mais um ano de sedentarismo e mais um ano de descaso com a minha saúde.

Eu me sentia muito mal por ver minha auto destruição, de estar com quase 80kg e não ter forças para mudar. Nessa mesma semana, eu comecei a correr, o que me motivou a parar de fumar.

Depois de correr com tênis inapropriado, ter me lesionado sério, ter corrido os primeiros 5km sem ter preparo, me vi perdida e decidida a procurar a orientação de um profissional da Educação Física.

No Instagram, eu achei uma página chamada “Correndo pelo Subúrbio” e entrei em contato com o Thiago, dono da página. Falei para o Thiago que estava precisando de um “coach” de corrida pois me sentia muito perdida e ele me indicou o professor Cadu Perruci Faria.

Vi todo o material dele nas redes sociais e Youtube. Li sobre a corrida minimalista, a pisada leve, os tênis com pouco amortecimento, a consciência corporal, a importância dos pés e mais um monte de coisa que eu nunca tinha ouvido falar.

O que eu conhecia de corrida, era de páginas no Instagram, buscas no google, mas eu nunca tinha ouvido um profissional com experiência, o que é um grande erro para quem está começando.

Em janeiro de 2017 começamos o nosso programa de treinos baseado num teste que o Cadu fez comigo.

As primeiras semanas de treino com planilha foram confusas para mim porque eu não tinha me organizado e não tinha caído a ficha de que era pra valer. O Cadu me ajudou muito com sua calma (muita calma e paciência… rsrs), profissionalismo e acreditando em mim.

No dia 12 de março de 2017 foi o grande dia! O grande dia que a Andressa de 2016 nem sonhava em fazer…

Eu fui com a voz do Cadu na minha mente:

“- Esses 10k são seus e de mais ninguém, eu sei que você é capaz e você também sabe”.

Vi muitas pessoas despreparadas psicologicamente e fisicamente, isso me fez lembrar as minhas primeiras corridas de 5k quando eu não tinha o acompanhamento de um profissional.

Eu estava treinada, focada e agarrei os meus 10k fazendo-os em 1h10.

Hoje eu digo com toda a propriedade que é possível abandonar os velhos hábitos e se reinventar! Faça isso por você, troque o vício ruim pelo vício bom que é cuidar de você mesmo.

É lindo, é revigorante e é só seu.

Faça a escolha certa

Existem tênis de corrida para todos os gostos, tipos de piso e de passada.

A escolha do seu tênis deve ser feita com uma análise criteriosa e os pontos a serem levados em conta estão bem distantes do que é preconizado pelos fabricantes em geral.

O American College of Sports Medicine publicou em 2014 um guia do tênis (em inglês) que evidencia alguns padrões e características, positivas e negativas, que ajudam você a escolher seu par ideal.

Segundo o ACSM, um bom tênis de corrida precisa:

  • Ser neutro, ou seja, sabe aquela história de tênis específicos para pisada pronada ou supinada, esqueça… Os componentes que controlam o pé interferem no seu movimento natural durante o suporte de carga;
  • Ter um perfil baixo (abaixo de 6mm com preferência para o drop zero), deixando a diferença da altura entre o calcanhar e o seu antepé igual ou mais próxima, o que acaba por permitir que 0 pé inteiro suporte seu peso corporal durante a fase terrestre do ciclo da passada;
  • Ser leve como uma pluma. Para um homem que calça 41 o peso ideal do seu tênis seria de 285g, enquanto para um modelo feminino tamanho 39 deveria ser 230g;
  • Ter a frente com espaço para os dedos e o antepé que permita que se movimentem livremente e com uma folga de aproximadamente 1,25cm entre seu dedo mais longo e ‘bico’ do tênis.

Mas o que tornaria um tênis ruim? Supreenda-se:

  • Muito amortecimento na sola pode levar a adoção de um padrão de passada que leve a uma aterrisagem com muito menos ação das estruturas do seu corpo na absorção do impacto;
  • Excesso de controle e estabilidade não deixam o pé realizar os movimentos livremente e;
  • Uso de palmilhas e/ou um suporte extra para o arco plantar.

Se você leu a postagem até aqui, deve estar se questionando:

“- Putz, e agora?! Vou ter que trocar meu tênis!”

Calma, pera aí!

A troca repentina pode aumentar o risco de lesão e aderir a proposta do ACSM requer paciência, persistência e uma transição suave.

O melhor a fazer é liberar o seu pé, andar descalço e realizar exercícios que o torne mais flexível e forte, e só depois comece a utilizar um modelo segundo as recomendações do ACSM em sessões breves ou em treinos técnicos (educativos) sempre com a orientação de um professor de educação física que entenda do assunto.

Agora que você já sabe como escolher seu tênis de corrida, sugiro visitar o site especializado Run Repeat.

No mais, bons treinos e divirta-se!

Até.

*ATENÇÃO: não existe um “tênis correto” que sirva para todos e que evite lesões.

**Eu utilizo modelos minimalistas com pouco ou nenhum amortecimento durante meus treinos. Pelo menos uma vez a cada quinze dias, corro descalço para ajustar a minha pisada e melhorar a minha postura.

 

Dicas de corrida – 01

Nunca antes houve uma popularidade tão grande quanto agora.

Correr está em pauta e os organizadores de provas aproveitam lançando circuitos que contém provas nas mais diversas distâncias e formatos, atendendo iniciantes, corredores amadores e de ponta.

Mas, ao mesmo tempo que estimula a prática de exercício pela população em geral, um grande problema começa a surgir: as pessoas estão se exercitando sem a devida orientação profissional e pior, seguem dicas de praticantes, leigos e outros profissionais que não são formados em Educação Física.

Desse modo, resolvi abordar o tema, dando dicas que desmitificam alguns conceitos tidos como padrão e auxiliam os corredores a aprimorar sua técnica e atingir uma melhor performance.

Então vamos lá, correr é muito fácil, você nem precisa de tênis para correr… De nada adianta fazer parte de um grupo bacana e adquirir sua camisa, se inscrever em todas as corridas possíveis e sair correndo todos os dias. Você está colocando sua saúde em risco e se sujeitando a lesões.

Ok, qual é a primeira dica?

DICA 01 – Procure a orientação de um profissional de Educação Física especializado em treinamento esportivo e/ou em corrida, devidamente registrado no sistema CONFEF/CREFs.

É ele quem poderá auxiliá-lo a dar os primeiros passos no mundo da corrida ou a seguir treinando, sempre respeitando o principal princípio do treinamento esportivo: o da individualidade biológica, que numa maneira simples quer dizer que o programa de treinos deve estar adequado ao indivíduo e ao seu condicionamento físico, otimizado e personalizado.

Por enquanto ficamos por aqui… no mais, bons treinos e divirta-se, mas, como já disse, sempre com a orientaçnao de um profissional de educação física.

Até.

A maratona

Reza a lenda que, no ano de 490 AC, quando os soldados atenienses partiram para a planície de Marathónas para combater os persas na Primeira Guerra Médica, suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado porque os inimigos haviam jurado que, depois da batalha, marchariam sobre Atenas, violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos.

Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para, se não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas, matarem seus filhos e, em seguida, suicidarem-se.

Os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que haviam pensado, de modo que temeram que elas executassem o plano. Para evitar isso, o general grego Milcíades ordenou a seu melhor corredor, o soldado e atleta Feidípedes, que corresse até Atenas, situada a cerca de 40 km dali, para levar a notícia. Feidípedes correu essa distância tão rapidamente quanto pode e, ao chegar, conseguiu dizer apenas “vencemos”, e caiu morto pelo esforço.

No entanto, Heródoto conta – no que é considerada por historiadores modernos como apenas uma versão romanceada – que, na realidade, Feidípedes foi enviado antes da batalha a Esparta e outras cidades gregas para pedir ajuda, e que tivera de correr duzentos e quarenta quilômetros em dois dias, voltando à batalha com os reforços necessários para vencer os persas. Só depois disso, teria corrido até Atenas para anunciar a vitória e então morrer pelo esforço.

Quando os Jogos Olímpicos da Era Moderna tiveram início em 1896, seus criadores e organizadores procuravam por algum grande evento popular que relembrasse a antiga glória da Grécia.

A idéia de organizar uma maratona veio de Michel Bréal, um amigo do barão Pierre de Coubertin, que queria que tal prova fizesse parte do evento inaugural, no que foi apoiado por Coubertin e pelos gregos.

As primeiras maratonas disputadas não tinham uma distância exata fixa, mas nos primeiros Jogos Olímpicos ela tinha cerca de 40 km de distância, aproximadamente a distância entre Maratona e Atenas pela rota mais plana. Em outros lugares, ela diferia para mais ou menos dependendo da rota traçada na região.

Em 1907, os organizadores do Comitê Olímpico Internacional decidiram que nos Jogos seguintes, Londres 1908, ela deveria ter a extensão de 25 milhas ou 40 km.

Chegada da Maratona de Londres 1908. Fonte: https://corriamotutti2010blog.wordpress.com

Com a largada marcada para ser em frente ao Castelo de Windsor e a linha de chegada em frente ao camarote real no Estádio Olímpico de White City, depois de uma volta inteira na pista de atletismo, o percurso inteiro mediu exatos 42,195 km.

Disputada pela primeira vez nesta distância em Londres, acabou sendo assim oficializada em maio de 1921, pela Federação Internacional de Atletismo.

A maratona do Rio

A maratona do Rio terá a sua largada as 7:30h na Praça do Pontal do Tim Maia, situada no Recreio e sua chegada no Aterro do Flamengo. Seu maior problema é o horário de chegada para os atletas amadores e corredores que possuem um pace acima dos 4:30/km. Mesmo acontecendo no inverno, um dia de tempo aberto e Sol a pino, a temperatura fica elevada e o asfalto do Aterro do Flamengo, torna a chegada ainda mais dura.

A primeira metade inteira da prova num percurso plano.

Somente por volta do km 22 você encara a primeira subida que, segundo o relatório de medição da CBAt, é “sensível e passa um pouco dos 7 metros”, sendo bem tranquila.

Porém, a subida da Niemeyer, que inicia por volta do km 26 e dura até o km 28, possui cerca de 20 metros de variação (em torno de 10% de inclinação média) e apesar de não ser tão grande, você já correu mais do que uma meia até aqui.

Após o quilômetro 28 é descenso até o 30 e plano até o fim.

Além de um bom programa de treinamento, é necessário preparar um plano de hidratação e de reposição de eletrolítica e de carbo-hidratos.

Evite as mochilas de hidratação e não carregue peso extra à toa, uma vez que a organização fornece pontos de hidratação com água e isotônico durante a prova. Utilize filtro solar, roupas leves e proteja os pontos do seu corpo de maior atrito com os tecidos da sua roupa e com o tênis. Sugiro utilizar hipoglós ou similares.

Defina uma tática de corrida, sabendo quando atacar e quando poupar energia.

Uma delas é dividir a prova em quatro partes:

Os primeiros 10k – a largada deve ser sem afobação, deixe os apressados passarem por você e siga em um ritmo 20% acima do seu pace habitual, aqueça na prova e gradativamente, a cada quilometro, vá aumentando a velocidade até atingir 10% acima do seu pace de prova.

Os segundos 10k – hora de segurar a onda e se manter constante, entenda que o tempo da meia-maratona servirá de parâmetro para o seu tempo final na prova. Segundo artigo da Running Competitor, existe um acréscimo médio de 10 a 12 minutos no tempo da primeira metade da maratona em relação a segunda metade.

Média de tempo na Maratona de Boston – Homens. Fonte: http://cdn.running.competitor.com

Média de tempo na Maratona de Boston – Mulheres. Fonte: http://cdn.running.competitor.com

Os 30k – o mito do muro. Sim ele existe e pode acabar com qualquer um, tanto atletas de alto-rendimento quanto aspirantes a primeira maratona. Tudo é uma questão de momento, do plano de hidratação e de reposição de eletréolitos e da tática de corrida adotada.

O emocional entre em cena, o corpo já dá sinais de cansaço e atenção deve estar em manter a amplitude da passada, alternando entre mais curtas, freqüentes e confortáveis, com mais longas, procurando manter um pace com cerca de até 30 segundos a mais do que seu ritmo nos primeiros 21k.

A linha de chegada – Perto do fim, não é o momento de empolgação, mantenha-se firme, sustentando seu ritmo de prova. Chegar agora é uma questão de equilíbrio emocional com a capacidade de lidar com o estresse da distância já percorrida.

Chegada da maratona do Rio. Fonte: http://www.correfacil.com.br

Pronto! Você chegou lá, parabéns! No final, o que importa é se divertir, sempre!

Soul running

O soul running ou corrida com a alma, tem como premissa o gosto de correr por correr, buscando a forma mais natural dos movimentos.

Nessa filosofia de treinamento, não existem ‘guerreiros’, ‘batalhas’, ‘viciados’ e outros substantivos e/ou adjetivos que exaltam uma exacerbada falta de controle emocional para superar os ‘obstáculos’ que surgem a nossa frente a qualquer custo. No soul running tudo tem uma lógica, uma razão.

Um soul runner é uma pessoa comum, como eu e você, que utiliza a orientação profissional, o planejamento e a organização do treinamento para atingir seus objetivos, independente de quais sejam eles, observando os sinais do seu corpo a cada sessão de treino, respeitando-o.

O soul running exalta os treinos em lugares onde a natureza seja predominante, em horários nos quais o clima seja menos agressivo e dá grande atenção ao gesto, a técnica da corrida, a postura do corredor, a musculatura intrínseca e extrínseca do pé – tornado-o mais flexível e forte, e a variação de terreno.

Para um soul runner correr não pode ser sacrificante, deve ser divertido mesmo quando for intenso. Quando atinge um objetivo, ele sabe o tanto de dedicação foi dada e que tal fato fechou o ciclo de mais uma etapa da sua vida na corrida.

Participar de uma prova ou evento, é uma decisão sua, com um propósito só seu e está dentro do planejamento e da organização do treinamento. Treinamento esse que segue a risca, mesmo que tenha que reduzir a distância ou pace para corrigir eventuais desvios posturais ou técnicos.

No soul unning o seu bem-estar está sempre em primeiro lugar.

Bons treinos e divirta-se!

Corrida de Rua

Excelente matéria realizada pela jornalista Juliana Carpanez para o TAB UOL.

Com depoimentos de praticantes e especialistas, a jornalista aborda o tema ‘corrida de rua’ dando ênfase ao crescimento do número de praticantes e suas razões para calçarem o tênis, a roupa, utilizar equipamento e acessórios.

Detalhe para o teste ‘Que tipo de corredor você é?’

Vale a pena a leitura.

Lembre-se, tenha sempre a orientação de um profissional de Educação Física.

Bons treinos e divirta-se!

Qualidade de vida em bem-estar

A busca pela melhora da qualidade de vida e do bem-estar envolve três fatores: físico, mental e emocional.

Não devemos temer nosso médico. Exames e avaliações clínicas somados ao check-up bucal devem fazer parte de nossa rotina anual e a medida que envelhecemos esta bateria tende a crescer em número.

Quando associados, uma dieta rica e equilibrada e a prática de exercícios físicos regularmente, respeitando-se o princípio da individualidade biológica e sob a orientação de profissionais especializados elevam nosso padrão de bem-estar.

Assim como nosso corpo, nosso cérebro também precisa ser exercitado através de jogos mentais e práticas fora do nosso cotidiano.

Nossa mente deve ser estimulada a agir tanto de modo divergente quanto convergente, trabalhando a criatividade e o raciocínio lógico.

Por fim, devemos nos manter emocionalmente equilibrados para lidar com o estresse decorrente de nossas atividades diárias, seja ele positivo ou não.

Expor nossas emoções de modo criativo através de intervenções artísticas, lúdicas, esportivas… Sermos capazes de baixar a guarda, nossos muros e barreiras, libertando-nos daquilo que mais nos aprisiona do que protege.

Check-up clínico, exercícios físicos, dieta rica e variada, jogos mentais, equlíbrio emocional nos permitirão atingir um novo patamar de qualidade de vida e bem-estar.

Se daí vamos viver mais eu não sei. Mas que viveremos melhor, viveremos.

Bons treinos e divirta-se!